A derrota final chegou para um homem que so sabia ganhar. Morreu ontem Antonio Carlos Magalhaes, o “dono” da Bahia. Sua morte fecha um denso capitulo da nossa historia.
Felizmente para uns, infelizmente para outros, o Carlismo provavelmente nao morreu com ele. O Cabeca Branca deixa herdeiros ideologicos e de sangue que, com certeza, tentarao continuar seu legado. Dificil vai ser encontrar nesse grupo de seguidores alguem com a forca e o carisma de Toinho Malvadeza, um homem que despertou paixoes e odios profundos, o coronel do “rouba mas faz”. Ha que se considerar que carater nao era o seu forte, mas carisma… isso ele tinha demais.
O luto tem gosto de liberdade. Mas nao vamos falar mal de gente morta que e muito feio e desrespeitoso.
Julho 22, 2007 at 7:51 pm
Oi, Carlinha
Pena que você não tava aqui pra assistir aos funerais. Seu Campo Grande ficou repleto de gente. No salão do Palácio da Aclamação, onde o corpo foi velado, homens e mulheres elegantes e representantes de toda a nossa elite. Como disse o Noblat, nove em cada 10 estrelas da política nacional velaram o corpo de Antonio Carlos. Do lado de fora, o povo, que acompanhou o corpo até o Campo Santo. Tinha de tudo: vendedor de frutas, de caldo-de-cana, baianas de acarajé, pais e mães-de-santo…era quase uma festa de largo. Vieram até as velhas senhoras da Irmandade da Boa Morte, que raramente saem de Cachoeira. E o sambista Riachão, com seu terno quadriculado, foi ao velório e ao enterro.
Muito ainda vai se falar desse homem incomum. Muitos livros devem ser lançados sobre a vida do político que começou a carreira com vinte e poucos anos e durante da ditadura recebeu do bruxo Golbery do Couto e Silva o apelido de Toninho Malvadeza. Quem sabe não renda um filme de Silvio Tendler, que já fez um ótimo filme sobre outro baiano polêmico, Gláuber Rocha. Todo baiano tem um caso pitoreco pra contar sobre ACM. Ontem, num sábado de grande movimento, o Mercado Modelo fechou na hora do enterro. Nem o meu querido Gabriel García Márques conseguiu imaginar um personagem como o ACM que enterramos ontem.
Ah, Soc… eu queria tanto ter visto a comocao toda em torno da morte do “ilustre”. Eu adoraria se ele virasse filme e assistiria com o maior prazer. Alias, melhor assiti-lo no cinema e pensar que e so um personagem do que lembrar que ele foi real e do quanto amargamos com seus mandos e desmandos.
Julho 24, 2007 at 3:07 pm
Agora fica faltando o Maluf, o Bushento, o… quem mais mesmo? Beijoca
Mina, que bom te ver por aqui. Fica faltando um mooooonte de gente, minha querida. Mas querer que todo mundo va ao mesmo tempo e querer demais, ne? Hehehe. Beijo!
Julho 24, 2007 at 7:58 pm
Pois sabe que, curiosamente, a “repercussão” que eu julgava teria tal acontecimento foi bem mais modesta do que imaginei.
Nos jornais e na TV foi tudo tão, digamos, “discreto” que eu não duvidaria que muitos nem tenham sabido da tal morte. Ou será impressão minha?
Em todo caso, creio que na Bahia a repercussão deve ter sido muito maior.
Wagner, pelo que voce ta vendo no comentario de Socorro, na Bahia nao foi nada discreto. Agora, se ele pudesse escolher, teria morrido num mes em que nada mais tivesse acontecido, pra tomar todo o tempo do noticiario nacional.