Não é fácil ser brasileiro em lugar nenhum, nem no Brasil. A gente leva fama de picareta, de vulgar, de desonesto e, em alguns casos, de caça-fortuna, por ser casada com estrangeiro.
Viajar às vezes é complicado, a gente tem que engolir uns sapinhos aqui e ali. Mas, na maioria das vezes, são apenas os apaixonados por futebol mesmo, e isso dá pra tirar de letra. Eu até brinco que conheço um ou dois jogadores famosos. “Yeah, a gente cresceu na mesma favela.”
Mas às vezes a coisa é feia e a galera passa dos limites. Estava trocando emails com uma pousada em Estoril, Portugal e, quando disse a eles que não daria o número do meu cartão de crédito por email, essa foi a resposta:
“Boa tarde,
Eu sou mal educada, falo palavrão, fico com raiva de matar com uma facilidade incrível. Não tenho a menor condição de lidar com gente desse tipo. Nessa horas, é bom que eu não possa alcançar a jugular a pessoa.
Julho 22, 2009 at 8:28 am
Nossa, eu também. Sou super casca grossa com esse tipo de gente. Peloamor. No início eu engolia os sapos e tentava manter a compostura (educação da mamãe, sabe como é). Depois, aprendi a devolver na mesma moeda.
Julho 25, 2009 at 12:41 pm
Dani, eu nao consigo manter a compostura em eventos como esse, entao e melhor mesmo que tenha sido por email. E tambem nao adianta nada todo o aborrecimento que a gente passa, eles continuam na ignorancia. O maximo que a gente consegue e ser julgado de novo, como arrogante, super-sensivel, procurador de briga, essas coisas.
Julho 24, 2009 at 9:19 pm
Esse tipo de coisa me dá nojo. Nunca passei por situações assim, mas por saber que elas acontecem, simplesmente dou aos imbecis o que eles merecem. Ou melhor, não lhes dou nada. Países que sei, de antemão, que podem me causar constrangimento não verão a cor do meu dinheiro. Na Espanha já resolvi que não ponho os pés. Nos EUA tampouco; guardarei só as recordações das vezes em que estive aí no passado e não nos submetiam a vexames para conseguir uma droga de visto de turismo. Tanto lugar bom e tanta gente boa para conhecer, vou dar trela para imbecis ignorantes? Eu não tenho estômago para me aborrecer nas férias.
Deu uma respostinha à altura à criatura, deu? Me conta. Eu adoraria fazer algo assim.
Ah, e mude de hotel!
Julho 25, 2009 at 12:45 pm
Lys, eu respondi sim. E aconselhei que ela fosse estudar historia pra saber uma ou outra coisa sobre a origem da “famosa” picaretagem brasileira, a mesma a que ela provavelmente se referiu.
De qualquer forma, eu nao tenho a impressao de que vou ser tratada desse jeito em Portugal. Idiota tem em todo lugar. Prefiro pensar que o fato foi isolado, ate porque nao vou fazer como ela e julgar a nacao inteira pelo comportamento de alguns, ne? Mas, com certeza, da um apertozinho no coracao ser tratada assim ate mesmo antes de chegar.
Julho 28, 2009 at 11:34 am
Carlinha, de forma alguma quis dizer que você será tratada desse jeito em Portugal. Já estive lá e as pessoas foram maravilhosas. É uma viagem deliciosa, especialmente no sentido gastronômico – mas não só neste. Tem a cultura, tem o sotaque gostoso, tem as ruelas de Lisboa…Ah, tenho certeza de que você vai gostar.
Julho 28, 2009 at 2:03 pm
Tenho uma colega que foi lá, convidada por uma agência que estava querendo matérias jornalísticas pra promover o turismo brasileiro para Portugal, e teve alguns constrangimentos no hotel. Parece que lá, como cá, neguinho – e branquinho mais ainda -tem lá seus preconceitos. Mas dê respostas à altura e curtam muuuuuuuuuuito esse belo Portugal…
Julho 30, 2009 at 7:51 am
Sei do que voce esta falando, Socorro. Alias, a minha maior dificuldade em morar fora e’ ter que finalmente saber como e’ ser discriminada, sentir na pele.
Voce sabe, em Salvador, moreninhas como nos sao aceitas tanto no Ile Aye quanto na Marina da Contorno. Aprender a ser diferente tem sido um exercicio bem interessante.
Julho 29, 2009 at 8:28 pm
Olá Carla, estou ausente do blog mas vim aqui ver se você já estava em Portugal. Entretanto esse post solicita um comentário meu, e por infelizmente ter passado por muitos dissabores como esse. Sua opnião é positiva – não é de bom tom generalizar – pois temos várias surpresas futuramente. O que posso te afirmar – por ser residente – é que o povo português é caloroso e prestativo, no entanto são extramamente diretos nas informações e isso a primeito momento soa como grosseiro, principalmente para nós – brasileiros. De fato essa situação vindo de uma pousada no Estoril que é um dos lugares turísticos mais charmosos e bem frequentados, causa uma estranheza e uma revolta imcomparável. Porém, como costumo sempre evidenciar pessoas desse tipo, não exalam perfume por não terem a essência. Mas não deixe de sentir a euforia gostosa da viagem para esse país apaixonante por esse caso infeliz.
Desejo de ótimas férias para vcs!
Julho 30, 2009 at 7:46 am
Oi Leda,
Nao se preocupe, eu vou curtir. Ate porque vou com a Julie, e ela e’ meu contraponto, ela me mantem sob controle. Se a gente passar por alguma situacao assim, ela com certeza vai me impedir de cometer um assassinato…hahaha!
Quanto ao povo ser direto, lembre-se que eu moro nos EUA. Estou bem acostumada com isso, e ate gosto. Entao, nao sera problema.
E voce, quando volta pra casa? Adoraria te ver por la.