março 2007


When you least expect, reality kicks the f*ing door and comes in like a tornado. Nothing remains the same. But eventually you get used to it, and everything goes back to what looks like normal. And normal is not the same as it was before. I am still waiting for the kick at the door, I know it´s coming.

Eu nao estou mais aqui, meu corpo esta suspenso no ar, mais precisamente num aviao da TAM. Minha mente ja esta la, naquele calor da peste, meus pes ja pisam as areias que me sao tao familiares.
Affff! Coisa ruim e esperar. Nao tenho mais nada pra fazer no trabalho, tudo esta sob controle, as coisas todas arrumadas pra partir. Incrivel como a pessoa fica eficiente sob pressao, especialmente sob a agradavel pressao das ferias chegando.

O atendimento telefonico da TAM dos Estados Unidos e ridiculo. Eles nos fazem esperar dez minutos, pelo menos, a qualquer hora do dia ou da noite. E a gravacao de espera e risivel, ou de envergonhar, ainda nao decidi. Um papo esquisito sobre terra do carnaval,  do sol, praia, festa, essas coisas. Eu queria ter um dedo de prosa com o individuo que botou aquilo no ar. E quando voce pergunta ao cara, que fala um flawless English, como andam os voos no Brasil, ele diz com a voz afetada, de quem nao sabe a razao da sua pergunta: Everything is fine, m’am, all flights are leaving on time. Esta bem, cara-palida, pimenta no fiofo do vizinho e refresco. Voce nao le jornal nao, meu bem?

Enfim, continuo aqui esperando. Amanha nao chega nunca. E eu nao estou com a menor paciencia de colocar acentos nesse post, os codigos sao muito chatinhos.

Ate amanha, com fe em Ogum, direto do JFK.

Eu sei que ninguém lê essa bagaça aqui, mas mesmo assim quero anunciar que estou indo. E dizer isso hoje, a uma temperatura de -16°C, dá um prazer feladaputa.

Bolinho de bacalhau na Praia do Forte, peixe frito em Villas, banho de mar na Praia do Flamengo, picanha na Pituba, água de coco no Porto da Barra, amor de mãe no Campo Grande.

Eu estou indo, meu povo!!!!!!!!!

Eu chamo de terapia, meu marido chama de hobbie.

Pratos delicados, nutritivos e com baixa caloria quando estou feliz. Felicidade combina com frutos do mar grelhados e vegetais crus, ou quase. Pratos pesados, de longo cozimento, quando estou triste – feijoadas, cozidos, ensopados e grandes panelas de frango à cacciatore me ajudam no processo de reajuste. Nao importa se tem gente pra comer aquilo tudo, basta que esteja pronto. Quando estou contemplativa, risotos e sopas cremosas são ideais, cozinho em silêncio.

O vinho que vai na comida vai no meu copo. Vão à boca nacos de pão, legumes crus e lascas de queijo. Não cozinho bem quando estou com fome, falta paciência. Não sinto fome quando acabo de cozinhar, preciso de tempo pra me livrar dos cheiros. Um longo banho e roupa limpa resolvem o problema. Comida gostosa combina com mesa bonita e començais cheirosos e arrumados.

Nao gosto de cheiro de comida pairando no ar quando vou dormir. Pra me livrar do alho e da cebola faço um bolo pro café da manhã, ou um chá aromático. Não sou de forno, sou das panelas. Só faço sobremesa quando tem visita. De vez em quando levanto da mesa do jantar e vou cozinhar mais, pro almoço de amanhã, pro lanche, só pra fazer. Porque eu preciso.