Faz um mês que voltei do Brasil. Aos poucos me recuperei da ressaca da viagem, da saudade sem tamanho, da vontade de ter ficado lá. A vida aqui começa a voltar à sua normalidade. Devagar, vou redescobrindo a razão de estar aqui.

Semanas atrás, ainda tomada pelo impacto da volta, escrevi: “Esse é o amor mais dedicado e menos egoísta que eu já experimentei na vida. Um amor que cuida, que ampara, que protege. Isso só já é razão bastante pra que eu me levante e saia da escuridão do meu próprio umbigo.”

De lá pra cá eu só consegui confirmar cada palavra. Precisei muito dele nessas últimas semanas, e ele estava lá, forte. Ele sabe que eu deixei muita gente, muitas coisas pra trás. E ele sabe que a força que me chama de lá é poderosa. Mas me olha com aqueles olhos apaixonados e é como se agradecesse por eu ter escolhido estar aqui.