Chorei feito uma garotinha ao ver as imagens do Grant Park em Chicago, ao ver os rostos transformados, os olhos quase incrédulos daquelas pessoas, enquanto os números pulavam pra uma vitória esmagadora. Nem nos meus mais loucos sonhos eu imaginei que Obama ganharia a eleição com uma margem tão alta de colégios eleitorais. Aliás, eu tenho uma forte tendencia a manter meus olhos grudados nos numeros dos votos populares, porque tendo sido educada num sistema de contagem absoluta de votos, pra mim, é so isso que importa. Mas quando aquela barra comecou a subir e a passar dos requeridos 270 pontos necessários, eu mandei às favas o número de votos populares e comemorei.

Sei que tem muita água pra correr embaixo dessa ponte. Enquanto ele foi eleito pro cargo mais importante do mundo, ele também pegou a maior batata quente que se poderia produzir. Falemos disso no futuro. Agora, o momento é de comemorar.

Eu nunca pensei que viveria pra ver um presidente negro sendo eleito na mais poderosa democracia do mundo, muito menos que eu seria parte desse momento histórico, que teria o prazer de votar nele. Daqui a alguns anos, quando alguém me perguntar onde eu estava quando Barack Obama foi eleito, eu vou poder dizer: Eu estava lá, e vi, e votei.