Em meio a toda a comoção que ronda o evento do ano,  a morte de Michael Jackson, eu me encontrava pensativa. Fiquei chocada sim quando a notícia saiu, fiquei triste, ele era muito jovem. Mas, em se tratando de M.J., quando é que se é muito jovem pra qualquer coisa, inclusive pra morrer? A vida do cara passou em velocidade máxima, ele provavelmente viveu mais memoráveis (ou deploráveis) eventos do que muitas gente, digo, celebridade, da mesma idade.

Enquanto os blogueiros, os colegas de trabalho, os amigos todos falavam de como tinham sido fãs na adolescência, de quanto ele tinha embalado histórias de festinhas e dramas típicos da idade, que tal música era o máximo, que tal disco marcou época, eu estava era encafifada comigo mesma, sem saber qual seria a minha música favorita.

Isso até o sábado passado quando, nem lembro como, cheguei a esse video. E a coisa enlouqueceu lá em casa. Dancei e cantei feito doida a tarde toda. Sabe aquelas lembranças boas, aquelas que te colocam o sorriso na boca mesmo sem você tê-lo convidado? Então, assim mesmo. Encontrei-a, a minha música.

Modos que, pra celebrar a sua vida, Michael, e a minha juventude, ambas precocemente findas, dançarei ainda muitas vezes ao som dela. And I promise not to stop until I’ve gotten enough. Apparently that’s what you’ve done. Can’t exactly blame you for that.