Ontem a noite, depois de um concerto lindissimo da Filarmonica de Rochester com a pianista Olga Kern, me achando o maximo porque tinha visto um espetaculo daquele por dez dolares (sim, eu ainda trabalho na universidade), tomei foi um belo balde de agua gelada pela cara.

Explico: Depois do concerto, atravessamos a rua e fomos a um elegante bar/restaurante que e’ o destino natural daqueles que deixam o Eastman Theater. Ao entrarmos, fiz uma referencia ao pretendente virtual da nossa companheira de concerto, disse que ele tinha uns tracos judeus, pelo que vi na foto. Ela, imediatamente, respondeu: “e’, eu notei isso tambem, e fiquei um tanto decepcionada.” Ao dizer isso, olhou pro meu marido judeu e disse: “mas, como eu sei que existe um bom judeu, um unico fantastico judeu que eu adoro, tenho esperanca que ele seja outro.”

E ai e’ o que eu lhes digo no titulo desse post, freguesia: Nao vai acabar nunca, nem no meu tempo de vida nem no seu. Nao viveremos pra passar nem um mes sequer sem ouvir esse tipo de barbaridade de gente que temos a certa proximidade do nosso coracao. Nessas horas eu perco completamente qualquer esperanca na evolucao dessa merda de raca humana, nessas horas eu tenho vontade de sumir!