A vida com ela é doce, alegre, animada. O nível de excitação que habita a minha casa é incrível. As risadas largas, barulhentas, a voz aguda que dói nos ouvidos. Tudo, tudo que é novo merece celebração. Toda noite, antes de fazer qualquer coisa, tenho que ouvir o animado relato do dia, com direito a atuação e tudo.

No último fim de semana ela passou o tempo todo dizendo “I have friends!” num tom de voz estridente que só meninas adolescentes conseguem alcançar. Durante a semana ela estabeleceu, na escola, que tinha amigas. No sábado foi ao shopping com Daniela, uma garota mexicana que está fazendo intercambio. As duas falam uma mistura de espanhol com inglês. E ela começou a entender que pode sim aprender as duas linguas ao mesmo tempo.

Sissi, a amiga chinesa, acabou de chegar e ainda esta muito abalada com a falta dos pais. Ela me conta que quando Sissi está muito triste ela a consola, dizendo que elas têm uma a outra. E’ tão lindo ver minha pequena amadurecendo, entendendo que a gente aprende na adversidade, e que as pessoas que a gente encontra nessa vida são o maior tesouro que guardamos. Eu disse que ela provavelmente nunca esqueceria essas duas meninas, mesmo que nunca mais se vejam ou se falem. Ela concordou dizendo que está feliz porque as três se encontraram.

Semana passada eu tranquei uma das matérias do mestrado, ao invés de ir à aula toda segunda feira irei trabalhar em casa, num projeto independente. Ela achou ruim, disse que não queria interferir na minha data de formatura. Expliquei que pra mim era muito mais importante estar em casa, ainda que esteja trancada no escritório estudando. Ainda vou me formar no fim do ano, isso não vai me atrasar. Mas quero estar lá quando ela quiser me contar o que aconteceu na escola. E depois, a matéria não era assim tão importante.

Pras pessoas que me disseram que eu era louca, que depois dos enteados criados eu estava procurando “problemas”, eu respondo: eu nunca morei com minha irmã, na mesma casa nem na mesma cidade, eu não sabia ao certo como seria o dia-a-dia com ela, mas eu sabia que seria bom. Eu estava pronta pra vinda dela, ela estava pronta pra vir. E quando as pessoas se encontram na hora certa e’ tudo muito mais divertido. Nunca achei que seria fácil, mas achei que seria bom, apesar de dificil. E é exatamente o que está acontecendo.

Logo de manha…

Maninha: Todo mundo me olha na escola, principalmente na aula de ginastica, quando estamos todas de shorts.

Eu: Porque voce acha que isso acontece, especialmente na aula de ginastica? Eu nao acho que voce e’ tao diferente assim. (em tom de brincadeira) Sera que eles acham a sua pele escura uma coisa atraente?

Maninha: Nao, tem outras meninas morenas na aula, apesar da maioria ser branca de olhos claros. Tem uma que e’ morena de cabelo ruim.

Eu: (olhos esbugalhados ja pensando no que vem depois) E o que vem a ser uma pessoa morena de cabelo ruim? Voce quer dizer que a menina e’ negra?

Maninha: Ah, no Brasil a gente nao se refere a pessoa como negra nao, pode ofender.

Eu: (absolutamente paralisada) Mas voce acha que e’ ofensivo porque uma pessoa negra lhe disse isso?

Maninha: Nao, mas la todo mundo sabe disso.

Eu: (cara de bunda, sem saber o que dizer).

Help! Panico!

Update: Vale ressaltar que minha irma e’ uma “morena do cabelo ruim”, e e’ ai que mora meu maior desafio. Como, meu povo, como fazer essa menina se olhar no espelho e se enxergar verdadeiramente?

Minha mae faz 60 anos na sexta feira e eu nao vou estar la. Nem posso ir na semana que vem, nem no mes que vem. Nem dia nenhum esse ano.
E’ foda nao poder comemorar o aniversario da mae junto com ela, especialmente em se tratando de uma filha unica. Nao posso ir em parte porque a pequena esta aqui, em parte porque tenho aulas e compromissos academicos. Mas a razao nao importa. Mesmo justificado e’ foda. Ja chorei hoje.
Morar longe e’ pra quem tem coragem, meu povo. Pra quem tem coragem. Nao poder pegar um aviao e passar um misero diazinho com ela e’ do cacete. Vai matar o diabo.

*Nao se esqueca de adicionar a cedilha no c do titulo, pelamor. Nao to aqui pra ser enforcada nao.

Sao mais de 8 da noite e eu me sento agora pra fazer meu primeiro homework do semestre: um paper de 5 paginas. So isso. Como o desgracado do professor passa um negocio desses na primeira semana com um feriado no meio e ainda consegue dormir em paz, eu nao sei.

Estou exausta. E o punk da vida nem comecou ainda.

Chegamos de NY ontem, nos divertimos horrores. Compramos horrores. Mas minha pequena nao vai pra escola amanha, como todo mundo, porque a burocracia americana e’ muito mais poderosa do que a brasileira. Nao quero nem explicar agora porque a raiva e’ muita.

Comeco hoje uma rotina que muitas mulheres enfrentam todo dia: trabalho, escola e familia. A pior parte e’ a adolescente mais fofa do mundo pedindo pra fazer algo como jogar volei no quintal ou andar de bicicleta e ouvir minha voz vascilante dizer que nao posso porque tenho homework. Mal posso esperar que ela va pra escola e faca amigos. E que tambem tenha homework. Ta ai uma coisa que podemos fazer juntas, vai ser muito legal.

A conclusao espetacular de hoje e’ que sono e’ um artigo de luxo na vida das mulheres com jornada tripla como eu. Cafeina, aqui vamos nos rumo a um semestre de notas baixas, trabalho mal feito, comida rapida e casa suja. Ouvi dizer que tem muita mulher com filho mal criado tambem, mas nao vamos discutir assuntos que nao dominamos.

Hoje trabalhei umas 4 horas, foi o que consegui. E quando o aluno entrou na minha sala me dizendo que nao tinha encontrado tal materia e que precisava do numero, eu tive vontade de dizer: minha irma vai perder o primeiro dia de escola, eu to me sentindo culpada, minha casa ta suja, meu celular ta quebrado, meu carro precisa de troca de oleo desde o mes passado, a mala da viagem esta jogada no meio da sala, eu nao sei o que vou fazer pro jantar hoje, e voce vem me dizer que nao encontrou o curso? Vai procurar um macaco pra pentear e me deixa em paz, faz favor.

Bom, vamos parar de conversinha porque as cinco paginas ainda me esperam. Vou escrever duas hoje e tres amanha. Quero crer que a escola vai resolver meus problemas e que maninha estara la firme e forte na quinta. E vai chegar tao cansada que nao vai me perguntar, com sua vozinha animada: o que vamos fazer hoje?????

Me desejem sorte, fantasminhas. E forca. Com cedilha.

Entonces, meu povo. Eu queria anunciar que saquei tudo. Quer dizer, saquei uma parte do lance apenas. Em primeira mao, so pra voce leitorzinho ausente, leitorzinho fantasminha, leitorzinho imaginario, minha conclusao das ultimas semanas:

Vida de mae e’ um coisa punk  no ultimo volume. Serio. E’ foda. Mas e’ bom. Explico:

Minha irma tentou o visto de novo, sem meu pai. E conseguiu! Ela chegou aqui dia 9 de agosto e eu tenho estado as voltas com umas questoes legais referentes a permanencia dela. Ela entende ingles mas ainda nao fala, ainda nao tem amigos, ainda nao sabe se virar sozinha. E eu me esticando pra todo lado pra dar conta de tudo e ainda fazer papel de irma, mae, amiguinha que ouve historias de namorado. Stress puro, em estado bruto. Nao a parte de ser amiguinha ou irma, mas a parte de ser responsavel por um ser humano menor de idade, e de ter que tomar providencias relacionadas a saude e seguranca desse ser humano.

Ontem liguei pra uma amiga e contei da minha frustracao de nao saber nunca o que fazer pra agrada-la. Nao que seja dificil agrada-la, ela e’ uma menina super. Mas e’ falta de treinamento meu mesmo. Que tipo de programa fazem as meninas de 16 anos? Nao sei. Minha amiga ai disse que sendo mae nao melhora nada, que as maes pensam que sabem tudo mas que vivem tateando no escuro. O que agrada hoje e’ careta amanha. Caraca! Desesperei.

Lembre-se que ela ainda nao tem amigos aqui. E quem me conhece sabe que eu sou relutante em conhecer pessoas novas, desconfiada e mau-humorada que sou. Mas se voce, leitorzinho querido, tem um(a) filho(a) de 16 anos, ou 15, ou mesmo 17… liga pra mim. A gente tem mil coisas pra conversar enquanto a meninada se diverte, tenho certeza. Na pior das hipoteses, a gente vai prum shopping num sabado a noite e senta no cafe (tomando bebida nao alcoolica) esperando que eles terminem as compras, ou sei la que diabos faz um adolescente no shopping. Sempre achei que ficavam so andando pra cima e pra baixo.

Alias, bom tocar nesse assunto. Estranhos sentimentos parecem tomar conta das femeas que sao responsaveis por seres nao adultos, mas um deles e’ particularmente assustador. Eu queria fazer uma consulta com as leitoras experientes: E’ normal ir pro shopping, voltar com tres sacolas, e nao ter comprado nem uma agulha pra si mesma? E ainda por cima se sentir bem com isso, quase feliz? Ou sera que eu preciso me tratar?

Enfim, outros capitulos dessa novela virao, com certeza. Essa semana teremos momentos importantes e decisivos. Na semana seguinte teremos um momento punk inimaginavel: Viagem a NY com adolescente. Prometo que conto tudo quando chegar (mentira, nunca acredite nas minhas promessas), ou pelo menos conto como consegui fugir pro bar do hotel pra tomar uns martinis em paz na calada da noite.

Vida de mae e’ punk, meu povo. Se voce nao sabe, continue sem saber. Ainda bem que nessas paragens a experiencia e’ passageira porque eu ja estou exausta. Mas feliz. Que estranho.

Desconfio muito de quem escolhe passar a lua-de-mel se esguelando em montanhas-russas tenebrosas e ainda posta fotos no FB a cada minuto. Nao tanto pelas montanhas-russas, que eu acho esquisito mas nao tenho nada com isso. Muito mais pelas fotos no FB a cada minuto, um negocio assustador. Como hoje e’ o primeiro dia da lua-de-mel, eu estou com medo das fotos que aparecerao amanha de manha. Valha-me!

A vida nesses anos 2000 e’ coisa pra especialistas. Eu cá me sinto como uma iniciante, tateando pra achar meu caminho.

Ricardo Freire anunciou e eu assino embaixo: o melhor video promocional do Brasil de todos os tempos, por Fernando Meirelles, contem belezas diversificadas desse nosso vasto pais e nao conta com a presenca das lindas meninas de biquini em Ipanema. Assista:

Eu so nao sei se gostei do slogan “Brazil is calling you”. Mas o cenario esta lindo e, mais importante, faz justica a um grande numero de estados e regioes.

Faz tempo que nao venho aqui, ne? Eu nem te contei ainda da minha maravilhosa viagem pro estado de Oregon, nao foi? Mas eu sou assim mesmo, eu prometo e nao cumpro nunca. Agora tem assunto fresco na manga e Oregon vai ficar pra outra. Eu acabei de voltar de Dallas, no Texas, meu povo. Pra quem mora no estado de NY, Dallas e outro mundo altogether, ces nao tao sabendo de nada. Ces pensam que os Estados Unidos sao outro mundo? Dallas e’ outro planeta.

Ja ta dando pra sentir que eu odiei? Nao? Pois entao, deixa eu dizer direitinho: eu odiei Dallas. Tudo bem que eu passei poucos dias, mas eu odiei, e estendi o odio ao estado todo, por toda vida, nao quero mais voltar la, amem.

Fui pro casamento de uma amiga dos primordios de minha mudanca pra ca. A primeira pessoa com quem eu fiz amizade nesse pais. Ela e’  fofissima e eu tinha que ir mesmo, nao ha duvida. Valeu muito a pena estar no casamento dela, ser recebida na casa dela, depois de cinco anos de ausencia. Mas Dallas, meu povo. Ces podem fazer um buraco bem fundo no meio do planeta terra e enfiar aquele lugar todinho la. A mim nao fara falta.

E eu nem sei explicar assim de sopetao porque eu odiei tanto. Foi uma combinacao de varias pequenas razoes, a seguir: O calor tava de matar, e os dias estavam amenos pros locais. Foi impossivel encontrar vida inteligente, ainda que euconsidere a possibilidade de ter estado no lugar errado na hora errada. A cidade e uma grande estrutura de concreto e todos os lugares que me indicaram como agradaveis e bonitos me pareceram saidos de uma revista de arquitetura de mau gosto. Nao vi beleza natural nenhuma, nada, necas, tudo frio, seco e fabricado. A vida ali e’ um excesso, e os excessos me incomodam muito. Os carros sao grandes, as casas verdadeiras mansoes em tamanho, todo mundo carrega uma bolsa da Coach e roupas de marcas famosas. Mas, no fundo, eu vi foi muito mau gosto.

Se aparecer alguem que mora no Texas por aqui vai me achar uma antipatica, preconceituosa e sabe-se la mais o que… mas eu nao poderia dizer o que senti em outras palavras. Ha de haver coisas boas em Dallas, tenho certeza. Mas eu nao vi. Alias, antes de sair daqui, pesquisei na sessao “36 hours…” do NY Times e nao vi nada de interessante em Dallas. Ha que se dizer que o NY Times nao e’ imparcial ao falar do Sul do pais, de jeito nenhum. Mas eu nao vi nada na coluna que me interessasse. Isso dai ja foi uma pista de que o lugar nao era pra mim.

Por agora so posso desejar que nao tenha jamais outra razao pra ir aquele lugar. A minha amiga? Ah, ela eu posso ver em outras partes do pais, onde sera mais divertido encontra-la. Por enquanto, sigo na minha ignorancia e no meu preconceito. Mas putz, eu nao preciso ver duas vezes pra saber que nao gosto, ne mesmo?

As pessoas julgam onde moro pela distancia de NYC – cinco horas de carro. Pro mundo inteiro, a unica coisa que importa no estado de NY e’ a cidade de NY em si. Ate’ mesmo os americanos nao reconhecem muita coisa alem disso. E as pessoas acabam achando que eu moro no fim do mundo.

Apesar do inverno terrivel que temos aqui, nao temos desastres naturais. Os furacoes chegam a nos em forma de chuva, ja diluidos no trajeto. A gente aprende a dirigir na neve como poucas pessoas nesse pais sabem, e a vida segue no inverno, sem maiores atribulacoes, porque estamos acostumados. Nao muito longe daqui, em DC, quando neva, a cidade para, porque eles nao tem o maquinario nem o know-how pra lidar com mais de 2 polegadas.

A selecao de restaurantes e’ memoravel, temos representacao de muitos paises, e varios restaurantes de boa culinaria, com chefs memoraveis. Os de alta culinaria nao sao muitos, mas sao o que a cidade comporta, e nos provem com uma variedade consideravel. Vale dizer que, em ocasioes especiais, eu, libriana, tenho dificuldades de escolher onde vou comer. E eu sou chata com comida, tenho paladar exigente e razoavelmente experiente.

Somos orgulhosos cidadaos de uma cidade que comporta a Eastman School of Music, uma das melhores escolas de musica do pais e que formou a talentosa Maria Schneider e outros musicos de carreira respeitavel. Vale dizer que esses musicos sao muito gratos a sua alma mater e voltam aqui frequentemente pra espetaculos maravilhosos a precos modicos. Como trabalho na universidade da qual a Eastman faz parte, tenho acesso a varios espetaculos em primeira mao, com ingressos reduzidos. No ano passado vi Yo-Yo Ma tocando com a Rochester Philharmonic sem pagar nada.

No verao, a cidade vibra, e e’ palco de um festival de jazz que esta crescendo rapidamente. O desse ano acabou ontem e o trafego de pessoas chegou a 162,000. Nao e um festival de trios e quartetos de jazz apenas, e um evento que abriga muitos tipos de musica que nem sempre estao sob a bandeira do jazz como estilo – nos fins de semana todo tipo de musica e’ bem vindo, pra poder atrair um maior numero de pessoas. Alguns shows que tive oportunidade de ver foram muito bons, como a banga hungara Djabe, a banda canadense Soul Stew e a cantora brasileira Joyce, que vi duas vezes. Meu marido, que e’ voluntario do festival, viu muitos shows e disse que a qualidade musical foi melhor do que anos passados. Shows de maior porte no Eastman Theater, sao tambem muito populares. Esse ano tivemos Herbie Hancock, Stanley Jordan, Bernie Williams e Jeff Beck, em outros anos pude ver Eliane Elias, Branford Marsalis, Wynton Marsalis e Madeleine Peyroux.

Os encantos de Rochester estao tambem concentrados em beleza natural. A cidade tem muito verde e muitos parques muito bem conservados. Estamos localizados muito perto dos Finger Lakes, uma regiao de lagos lindissima e muito apropriada para a producao de vinhos. Tambem estamos a 1 hora e meia de Niagara Falls e a poucas horas do grandeparque nacional Adirondaks, que atrai gente do pais inteiro na epoca do outono, estacao mais bonita dessa regiao.

Rochester e’ tambem uma cidade de grande diversidade cultural e racial. Coisa rara em cidades menores nos EUA, temos uma comunidade inter racial muito grande, nao e novidade sair na rua e ver familias de todas as cores. A universidade, com seu publico diverso, empresta um olhar multi-racial e multi-nacional a essa cidade pacata, o que no mid-west americano seria quase impossivel. Numa recente viagem a Portland, Oregon, eu fiquei impressionada de ver a unanimidade branca pelas ruas, bares e restaurantes. Ate mesmo na feira todo mundo era branco. Nao quero dizer que isso seja um problema, mas cada um vive onde se sente confortavel, e diversidade e’ uma coisa importante pra mim. O mercado publico de Rochester, a nossa feira de sabado, e’ uma festa de cores, culturas, culinarias e idiomas, coisa que me faz sentir bastante confortavel aqui.

Eu reclamo muito do frio, porque eu nao gosto de frio e pronto. Mas pra quem gosta tem muito o que fazer. Os amantes de ski e snow shoe nao ficam em casa, eu garanto, tem sempre algo pra explorar. Eu, no inverno, sou frequentadora assidua de restaurantes, pubs, cinemas e teatros. Confesso que preferiria morar num lugar onde nao fizesse tanto frio, mas essa e’ a cidade que eu tenho no momento. Essa e’ a cidade que eu aprendi a admirar, e dela tenho orgulho. Eu vou bastante a NY, mas vou mais a Toronto, a 3 horas daqui, e de uma civilidade incrivel. Adoro estar pertinho do Canada, e considero essa uma coisa importantissima no inverno, porque passar frio em Toronto e Montreal e’ muito mais gostoso, ne?

Fotos: Downtown Rochester, flores no Highland Park, Genesee Park arvore no outono, a caminho do trabalho tirada no outono, meu condominio.

Antes que voce me pergunte onde eu vejo essas coisas, eu vou logo confessando que leio o site da Globo sempre que estou estudanto. Funciona como um momento de relaxamento mental. Dai que hoje vi uma menina que participou de algum BBB, nao sei qual, e acaba de colocar silicone nos peitos. Pra justificar a decisao, ela disse varias coisas, mas essa aqui me derrubou:

“…é difícil uma mulher de pouco peito ser aceita na sociedade.”

E eu so posso achar que deve ser verdade, ne? Quem sou eu pra duvidar? O unico detalhe aqui e que eu nao conheco a sociedade dela. Na minha sociedade a pessoa tem que fazer outras maluquices pra ser aceita, mas botar peito ainda nao. E’ uma pena, pois eu teria sido aceita com honrarias, desde novinha.